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Todas as vítimas de violência têm duas coisas em comum:
à noite quando se deitam, sonham a preto e branco
e quando relatam suas histórias, nunca o fazem de forma linear...

Festival Irlanda
Festival Montreal


Filme

O cinema e as artes surgem a partir das mais diversas motivações. Por exemplo, um pesadelo. Uma realidade paralela que atormenta e que, entretanto, basta acordar para acabar com o sofrimento.


No fundo, muitos dos pesadelos reais da vida também podem deixar de sê-los, bastando simplesmente despertar, abrir os olhos, e dizer não às dores que nos fazem sofrer, inclusive aquelas das quais somos vítimas devido a algum ato de violência.


Sendo mulher, sempre me causou muito sofrimento aperceber-me da existência de mulheres que ao lutarem por um sonho, ao batalharem por uma vida mais digna, ou até mesmo por amarem, tornam-se vítimas de indivíduos dementes e que lhes causam grandes sofrimentos. São os seus sonhos e sentimentos nobres que as condenam, e isso é um crime ainda maior, porque acreditaram e muitas continuam a acreditar que um dia tudo vai transformar-se em uma realidade cor-de-rosa. Cegas e iludidas, os seus agressores tornam-se em príncipes maravilhosos. Por outro lado a perspectiva de uma oportunidade de trabalho num país estrangeiro passa a ser vislumbrada como um palco iluminado, um tapete vermelho por onde vão chegar ao estrelato, é a carreira digna de uma diva de Hollywood. Enfim, os sonhos e os sentimentos são o tesouro feminino mas ao mesmo tempo o ponto mais fraco de cada uma de nós, mesmo as mais guerreiras.


A violência doméstica e o tráfico de mulheres foi usado aqui como um exemplo. Há inúmeras outras vertentes da violência e não pretendo esquecê-las ou minimizá-las. Infelizmente elas inundam nosso mundo, já bastante saturado de espectros e vibrações negativas. O filme, ou melhor, a sua mensagem, foi dedicada a qualquer fato que assuma um caráter de aprisionamento, e mostrar que sempre existe uma possibilidade de fuga, uma solução possível e alcançável, não importa o grau de violência ou abuso. A denúncia é o primeiro passo.


O filme As Maltratadas demonstra que o feio pode se apresentar de uma forma bela, atrativa e aliciante, que as armadilhas ardilosas dos predadores apresentam-se de muitas maneiras, como, por exemplo, uma promessa de sonho a realizar; que o traficante de mulheres pode ser um homem com família e filhos, uma bela casa, um bom carro e um ar idôneo. Não há um padrão definido a partir do qual nós mulheres podemos identificá-lo e proteger-nos.


Sofri muito para escrever este filme, sofri até doer-me a alma, só de imaginar, pensar que podia ter a mesma sorte. Então agarrei primeiro em um pedaço de papel e coloquei para fora esse medo, esse sofrimento.


Depois converti as palavras do papel em imagens que soaram fortes, intensas, como as que sentia enterradas em meu peito. Fiz imagens que se revelaram como uma arma, a única maneira que arranjei para denunciar um problema social, um punhal encravado no meu pensamento, e através da única linguagem com a qual sei lutar forte, fiz para o cinema As Maltratadas.


Ana Campina

Elenco

Homenagem

Douglas Barcellos

Douglas uma Estrela que Subiu ao Céu
Douglas Barcellos foi o actor brasileiro que participou no filme com a personagem João, com um excelente desempenho como o público terá, em breve, a oportunidade de constatar. “Construiu uma personagem controversa, complexa e frenética”, reforça Ana Campina.
Infelizmente já não está entre nós. Morreu na praia de Carcavelos, em Portugal, no dia 24 de Dezembro do último ano, vítima de afogamento, sem qualquer intervenção de terceiros. Ele acreditava que ao tomar banho de mar seu corpo e espírito eram purificados. E o mar o levou...
Neste momento as suas cinzas já estão entregues à família que vive no Rio de Janeiro.
Deixou-nos muita Saudade, mas acreditamos que sendo ele homem crente em Deus, está agora junto Dele.
Adeus Douglas e que Deus te proteja e guarde a tua alma.

Elenco

FELIPE CAMARGO

Brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro no dia 01 de Agosto de 1960. Actuou em inúmeras novelas e séries brasileiras, entre elas “ Senhora do Destino”, “ A Padroeira ” e “ Carga Pesada ”.
Trabalhou recentemente com Fernando Meirelles para uma série de tv norte-americana, “ Som e Fúria”. Felipe Camargo veio a Portugal especialmente para representar a personagem do Paulo, um homem de posses que violenta sua mulher e trafica sexualmente mulheres para o mercado internacional.
Aceder Site de Felipe Camargo

DOUGLAS BARCELLOS

Brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro no dia 5 de março de 1975. Modelo e ator em Los Angeles, participou em filmes como “ RedBelt ” (2008) e no seriado americano “Criminal Minds” (2008).
Veio para Lisboa especialmente para o filme, a fim de desempenhar o papel de João, companheiro de Paulo em suas actividades relacionadas ao tráfico internacional de mulheres.

CAMILA ALVES

Brasileira, nasceu no Rio de Janeiro. Modelo e atriz, actuou em diversos comerciais publicitários no Brasil e no exterior. Em 2002, contracenou com o ator Cuba Gooding Jr. no filme “Snow Dogs”.
Participou também em algumas novelas brasileiras. Veio para Lisboa especialmente para fazer o papel de Flávia, uma modelo brasileira que sonha em fazer carreira no mundo da moda na Europa e acaba sendo vítima de tráfico sexual.
Aceder Site de Camila Alves

ALEXANDRA FREUDENTHAL

Portuguesa, nasceu no dia 17 de março de 1971. Foi nos palcos teatrais que ela começou sua carreira como atriz. Na televisão portuguesa participou em novelas e series, como “ Deixa-me Amar ”, “Feitiço de amor ”, “ Conta-me como foi ”, entre várias outras.
Vem caminhando no mundo do cinema desde 1995, ano em que participou em seu primeiro curta-metragem. Mas foi em As Maltratadas que Alexandra Freudenthal ganhou seu segundo papel como protagonista. Alexandra encarnou o papel de Laura, uma mulher que sofre há anos com a violencia doméstica do marido e que resolve denuncia-lo após ver sua filha ameaçada de agressão física por ele.

PAULA ROCHA

LESLIE REIS

PETRA SORAYA

GUILHERME BARROSO

OSVALDO CANHITA

CIOMARA MORAIS

NATALIA SILVA

JOÃO ABEL

LUCILIA RAIMUNDO

FÁBIO PAIVA

ROGÉRIO ROSA

Participação Especial

HELENA MARTINS

FRANCISCO D'OREY

Figurantes

Gonçalo Cosmelli

Catarina Wall

Suzana Coelho

Rafaela Covas

Vanessa Matias

Tatiana Gouveia

Ana Costa

Tania Cruz

Sara Vaz

Indira Rosa

Adiza Gomes

Bárbara Moura

Odete Feliz

Angelo Compota

Ivo Sousa

Marise Francisco

Nuno Sousa

Osvaldo Costa

Candida Crespo

Carla Silva

Ana Silva Gomes

Luis Neves

Carmo Costa

Maria Miguel

Ana Contente

Imprensa

Press-release As Maltratadas

Foi Possível!
“Durante dois anos a ideia do tema das mulheres vítimas de violência doméstica e aquelas que são traficadas andava a pairar em minha cabeça”, relembra Ana Campina, realizadora e produtora do filme As Maltratadas. A ideia da realizadora portuguesa partiu da seguinte pergunta: Como podemos denunciar e ajudar a resolver a temática do tráfico de mulheres e da violência doméstica em um âmbito global? Uma resposta coerente seria, de acordo com a realizadora, “preparar um alerta mundial para que as pessoas não permaneçam anestesiadas a respeito deste assunto e, a seguir, ao tomarem consciência de sua verdadeira dimensão, se revoltem e denunciem. E a acção vai mais além: deve-se assumir uma postura de solidariedade para com as vitimas e incentivar estas mulheres a partir para a denúncia, dar-lhes força para que em conjunto elas possam sair desta situação”.
A ideia do filme As Maltratadas surgiu a partir da idealização de uma personagem, mulher, vitima de violência doméstica, que se revolta perante um caso extremo de violência. Ao tomar consciência de sua real situação de perigo resolve denunciar o agressor, e ao tomar tal atitude torna-se uma heroína, pois também ajuda a desvendar um caso em que mulheres eram vítimas de tráfico humano. Ela, portanto, as liberta e torna-se uma vencedora.
A história, embora complexa, assumiu forma de guião ao fim de dois anos. Escrita por Ana Campina e Pedro Moleiro, teve na Realização Ana Campina e na Direcção de Fotografia o Americano Erick Green (vindo de Los Angeles – Hollywood), como produtores Enzo Lamblet (brasileiro a viver em Los Angeles) e do Brasil, mas a viver em Portugal, Sergio Araujo.
“Eu estava em Los Angeles no Verão do ano passado a trabalhar...” , esclarece Ana Campina, “... e durante esse período houve a oportunidade de fazer o filme com os meios materiais e técnicos de lá, mas havia um patriotismo muito grande que me dizia que o filme tinha de ser feito em Portugal. Além de que Portugal é um país onde acontecem diariamente, como em todo o mundo, casos de violência doméstica, e ser uma porta de entrada de vitimas silenciosas de tráfico humano oriundas de países da América Latina, mais especificamente Brasil, África e Europa do Leste”.
Visivelmente emocionada, ela continua: ”Então, alguém da minha equipa Americana disse: vamos mover os nossos esforços para concretizar o filme em Portugal. Juntei actores e equipa técnica provindos de Hollywood e da indústria cinematográfica norte-americana para fazer parte da concretização do projecto”.
E foi também devido ao seu relacionamento profissional com o mercado audiovisual e o ramo do cinema no Brasil que a promissora realizadora conseguiu com que actores brasileiros abraçassem o projecto, nomeadamente os actores Felipe Camargo, Douglas Barcellos e Camila Alves que, segundo a realizadora, “dedicaram-se ao máximo ao filme, demonstraram total profissionalismo e tiveram uma brilhante actuação”.
Ao comentar sobre a pré-produção do filme, Ana Campina revela a admiração que sente por seu país: “Já em Portugal, foi grande o orgulho em conseguir uma equipa técnica local que aderiu ao projecto e, em seguida, um elenco formidável de actores portugueses, que foram seleccionados durante 3 meses de casting, e dedicaram-se com afinco em concretizar um projecto que se materializou em dois filmes: As Maltratadas, na versão portuguesa, e The Abused, na versão inglesa”.
A realizadora, desde o principio do projecto, desejou que ele assumisse em sua totalidade um pressuposto social, e com isso, celebrou um protocolo com a APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vitima - que, segundo ela, “nos aconselhou e orientou no sentido de esclarecer todas as dúvidas e de conhecer melhor a verdadeira situação que envolve esta preocupante realidade em Portugal e no mundo”.
Depois de reunir 84 pessoas, entre equipa técnica internacional e portuguesa, actores oriundos dos três países: Portugal, Brasil e Estados Unidos, a rodagem começou no dia 11 de Dezembro de 2008 e terminou no dia 20 do mesmo mês, distribuída por mais de 10 localizações distintas na área da grande Lisboa, Oeiras, Torres Vedras e Trafaria.
Os actores principais foram Felipe Camargo, Douglas Barcellos e Camila Alves (Brasil) , Shelby Lee (USA) e Alexandra Freudenthal (Portugal).
E Leslie e Matilde, as duas crianças que actuaram, respectivamente, na versão do filme em português e na inglesa. Todos, segundo Ana Campina, “deram forma a personagens bastante complexas e controversas”.
Ana Campina é uma realizadora portuguesa que iniciou sua formação académica em Portugal, tendo posteriormente continuado nos Estados Unidos e Canadá com vários cursos e trabalhos. Nos últimos cinco anos tem desenvolvido projectos em Portugal, Espanha, Estados Unidos e Brasil.
“As Maltratadas” e “ The Abused” encontram-se neste momento em fase de montagem e pós-produção, assim como a concepção do “Making Off” e do “Trailler” e do site Oficial do Filme. O objectivo é o início da sua divulgação internacional em Maio deste ano no Festival de Cannes, na França.
A grande meta, segundo a realizadora e que acabou por revelar-se uma exímia produtora, “é levar o filme a vários festivais internacionais e marcar uma presença forte, nomeadamente em Cannes, Berlim, Veneza, Rio de Janeiro, Canada, Estados Unidos da América, e naturalmente Portugal, daí a razão das duas versões: portuguesa e Inglesa, com distintos actores para cada um dos personagens (versão portuguesa e inglesa)”.
Também aderiu ao projecto o grupo musical português Delfins com a faixa “O Som e a Fúria” de seu último álbum “ A solidão do sonhador e outros voos do grande urso branco”.


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Blog de Camila Alves - As Maltratadas

Para aceder o Blog de Camila Alves com informações sobre a filmagem e produção de As Maltratadas, é favor carregar no link a seguir

Blog de Camila Alves com As Maltratadas

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TV Cascais - As Maltratadas

Para aceder o site TV Cascais com trailler e fotos sobre a filmagem e produção de As Maltratadas, é favor carregar no link a seguir

TV Cascais com As Maltratadas

Sinopse

Flávia, feliz, despede-se das amigas num aeroporto brasileiro. A sua vida está prestes a mudar, o seu sonho vai concretizar-se. Finalmente consegue ir para Europa trabalhar como modelo.

Ao chegar no aeroporto de Lisboa, Flávia encontra-se com João, o homem que ela conheceu através da Internet. João cumprimenta-a com cordialidade. Flávia, entusiasmada e confiante, segue-o até ao carro de luxo que os esperam na garagem.

Entram no carro. João pede a Flávia seu passaporte, alegando ter que tratar do seu contracto de trabalho. No banco traseiro um homem acende um cigarro com um isqueiro com cornucópias. A realidade que havia imaginado transforma-se. O carro abandona o local.

Num dia chuvoso dois homens saem de um carro luxuoso. Paulo, um homem de posses, pede a Marta, sua filha, que está no banco traseiro do carro, para esperar sem sair do veículo, enquanto ele e João, seu capanga, vão tratar de um assunto de negócios.

O dois entram num edifício degradado. Marta permanece no carro.

Paulo e João, seguidos de Jéssica, uma mulher que cuida do local, vão encontrar-se com dois espanhóis, seus “clientes” habituais.

João abre uma porta de grades, fechada a cadeado, que dá acesso a um presídio com varias celas, de onde começam a surgir várias mulheres aterrorizadas.

Jessica alinha-as violentamente para que os homens possam iniciar a negociação.

Enquanto isso, Marta sai do carro e entra em direcção ao edifício. Atravessa um jardim chegando a entrada do presídio onde está a acontecer a transação. Seguindo os impulsos naturais de criança, resolve entrar, assistindo a uma cena violenta em que seu pai é o protagonista.

Assustada e a chorar convulsivamente, foge do local.

Marta ouve a voz de uma mulher a chamá-la através de um buraco na parede.

É-lhe entregue um pedaço de papel.

Hesitante, recebe-o e volta correndo em direcção ao carro.

Na cozinha, Marta aproxima-se de Laura, sua mãe, tentando revelar mais um lado obscuro de seu pai.

Laura revolta-se e resolve mudar o rumo de sua vida.

Realizadora

Ana Campina nasceu em Monte Estoril, Portugal, no dia 05 de Março de 1972. Sua formação inicial foi em Informática, entretanto decidiu alterar radicalmente sua rotina e migrou definitivamente para o universo do cinema. Licenciou-se em Cinema, Vídeo e Comunicação Multimedia pela Universidade Lusófona de Lisboa, em Portugal. Especializou-se em Realização e em Direcção de Fotografia pela University of Southern California (USC), em Los Angeles, Califórnia. Estagiou na Universal Studios, em Los Angeles, e no Lions Gate, em Vancouver, no Canadá.

Começou no audiovisual em 1999 realizando vídeos institucionais para empresas e também vídeo clips.

Tem feito trabalhos audiovisuais para países como Brasil, Espanha, Portugal, Canadá e Estados Unidos.

Com o filme As Maltratadas, Ana Campina carimba definitivamente seu passaporte para ingressar no hall dos grandes realizadores do cinema.

Ficha Técnica

Ficha Técnica

Guionistas Ana Campina


Iluminação

Bruno Costa


Som

Director de som José Henriques


Maquinaria

Ricardo Ferreira


Edição

Ana Campina


Pós-Produção e Efeitos Especiais

Ana Campina


Anotador

Carlos Lopes


Guarda-Roupa

Sandra Catarino


Assistente de Guarda-Roupa

Sofia Guerreiro


Caracterização

Joana da Silva


Estagiário

Luis Brito


Produtores Executivos

Ana Campina


Produtores

Ana Campina


Chefe de Produção

Vitor Fernandes


Assistentes de Produção

Sergio Araujo


Casting

Ana Campina


Ensaio Actores

Felipe Camargo


Voz Off Aeroporto Brasil

Rose

Patrocinadores

PATROCINADORES:







Guerin

UNIVEX

Caetano Motors

Smiling

Arca das Idéias

APOIO:














Câmara Municipal Almada

ArCascais

Hotel Riviera

Oeiras Parque

Catering Dom Gugu

Maria Gonzaga – Guarda Roupa Lda

Instituto de Acção Social das Forças Armadas – Centro Apoio Social Runa

Bombeiros Voluntários Trafaria

San Jan


Links

APAV - Associação Portuguesa de Apoio à Vítima




DELFINS




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